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segunda-feira, 16 de abril de 2012

Moda também é cultura. Abuse do estilo étnico!

Pode-se dizer que uma roupa tem estilo étnico quando ela faz referência a algum país ou cultura diferente da sua própria, seja por meio da modelagem ou da estamparia. Em termos de modelagem, os caftãs (vestido inspirado nas vestes indianas), as blusas e vestidos kimono (inspirados no Japão) e as calças saruel (de origem africana) são exemplos clássicos do estilo étnico.


Acima, caftãs esvoaçantes que apareceram na última temporada de primavera-verão europeia. Abaixo, chiquérrimos vestidos kimonos. Fotos: Google Images


Já entre as estampas, as tribais são as mais expressivas, e misturam motivos africanos, incas, astecas e indígenas de maneira geral, que se destacam pelos tons predominantemente terrosos ou vibrantes como os vermelhos e amarelos.

Talvez por ser um estilo com muita informação (como se vê nas fotos acima e abaixo), e por isso mesmo, um tanto quanto perigoso para ser usado constantemente, o estilo étnico, ao contrário da maioria dos outros estilos, vai e volta, mas nunca permanece de fato por muito tempo, sendo impossível classificar uma marca ou grife cuja essência seja étnica. Fotos: Google Images


Pode-se dizer que esse é um estilo itinerante, usado somente para dar algum toque diferenciado a um visual mais básico. Prova disso é que esse é um estilo que se encontra mais acessórios do que roupas por aí. 


Bijuterias em madeira, bolsas bordadas e demais acessórios confeccionados com linhas são alguns exemplos de peças étnicas que dão uma levantada instantânea no seu visual e ao contrário das roupas, são atemporais e podem ser usados em qualquer época, por qualquer um. Fotos: Google Images

Acima, alguns sapatos que tiraram proveito do conceito étnico. Da esquerda para a direita, de cima para baixo: Satryani, Jimmy Choo, Max Azria e Top Vision. Foto: Google Images



Apesar de ser um estilo que exige cuidado na composição do visual, é possível ficar chique adotando o estilo étnico no seu dia-a-dia. Ao escolher uma peça étnica, procure combiná-la com outras mais neutras para o look não ficar carregado e estragar a produção. Mesmo os acessórios devem ser usados com bom senso, e de preferência, um de cada vez para não forçar a barra. Invista em um visual étnico para ficar com um visual interessante e diferenciado!



Que você é chique a gente já sabe. Mas, o que você acha do estilo étnico? Deixe a sua opinião nos comentários para o Sejamos Chiques.


domingo, 15 de abril de 2012

Da cama direto para a rua!

Se tem uma tendência que constantemente tem aparecido pelos desfiles de moda dos últimos anos foi o pijama. A proposta que apareceu timidamente em um desfile da Dolce&Gabbana de 2009, voltou agora no verão, associada à tendência dos conjuntinhos de duas peças que foram vistas em inúmeras coleções de grifes europeias. Seria essa uma tentativa de levar o conforto e a delicadeza das roupas de dormir para a correria do nosso dia-a-dia tão agitado e sisudo? Antes de torcermos os narizes para essa ideia, sejamos chiques e nos deslumbremos com alguns dos vários modelos apresentados nos últimos desfiles da temporada:


Na foto acima, da esquerda para a direita, looks apresentados pelas grifes Alexander McQueen, Céline, Gucci e Etro. Abaixo, na mesma ordem, Dolce&Gabbana, Louis Vuitton, Salvatore Ferragamo e Sass & Bide. Um mais lindo que o outro. Fotos: Reprodução



Muitas de vocês agora devem estar pensando: "É mesmo lindo, mas nem tudo o que se vê na passarela fica legal para se usar no dia-a-dia". Sendo assim, convido a todas a admirar a próxima foto:

Clicadas vestindo lindos pijamas FORA de suas confortáveis camas, a modelo Olivia Palermo, a estilista Stella McCartney, a cantora Rihanna e a atriz Jessica Alba, todas elas participando de eventos concorridos do show bizz (acima). Foto: Reprodução


"Ahh, mais elas são celebridades! Celebridades podem tudo", argumentam as descrentes. Para as chiques ainda relutantes, alguns cliques feitos nas ruas, para mostrar que é sim, possível ficar chique com roupas de dormir.

Observem que o pijama é democrático: aceita qualquer tipo de sapato e acessório, muito necessário para um look verdadeiramente urbano e interessante, além de ficar bem em qualquer tipo de silhueta. Fotos: Google Images

As chiques que ainda se sentirem relutantes em apostar no conforto e na leveza dos pijamas podem combinar apenas as calças, com regatas e camisetas justinhas, alternativa mais do que legal para aproveitar o calor com muito estilo!



E você o que acha? Essa moda pega? Você aposta nela? Sejamos Chiques adora saber sua opinião.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

O Que é: Tailleur

Tradicionalmente chama-se de tailleur (pronuncia-se talhêr) o conjunto feminino de SAIA e paletó, frequentemente confundido com o terno (ou terninho) que designa o conjunto de CALÇA e paletó. Considerado a vestimenta mais clássica e antiga do guarda-roupa feminino, o tailleur surgiu por volta do século XII onde os casacos e saias compridas eram utilizados como trajes de equitação e possuía tecidos grossos e pesados, que exigiam mãos masculinas para a sua confecção. Foi daí que surgiu o nome “tailleur” que em francês significa exatamente “alfaiate”, que por definição é sempre um homem.


Traje de montaria de 1890. Foto: Reprodução (www.ffw.com.br)


Com o passar dos anos, o tailleur deixou os campos, precisamente no século XIX, e passou a fazer parte do vestuário comum das mulheres. As modelagens passaram a ganhar detalhes como os bolsos, golas e ombros marcados, exatamente como no vestuário masculino, e arrisca-se a dizer que essa foi a primeira manifestação histórica do desejo de igualdade dos sexos. Já no século XX com as saias mais curtas e menos armadas, o que por si só já era uma grande evolução do traje, Coco Chanel revoluciona mais uma vez ao propor tailleurs com saias mais soltas e fluidas a partir da cintura para permitir movimentos de charleston e foxtrote, danças populares da década de 20. Foi nessa época que o tailleur de tweed em companhia dos twin sets surgiram e ficaram imortalizados.

À esquerda, o famoso e imortal tailleur da Chanel. À direita, 30 anos depois do lançamento do modelo, Jacqueline Kennedy, então primeira-dama dos Estados Unidos vestindo um dos seus muitos tailleurs Chanel. Foto: Google Images


Até hoje o tailleur é tido como o vestuário mais adequado para executivas e mulheres de poder que ocupam altos cargos, e apesar das grandes mudanças de modelagem e corte, o tailleur como um clássico da moda é sempre muito chique e cabe em qualquer ocasião. Na foto acima, Dilma Rousseff, Cristina Kirchner e Michelle Bachelet, respectivamente, presidentes do Brasil, da Argentina e do Chile, mulheres poderosas que frequentemente são vistas usando tailleurs. Foto: Google Images

Por ser o tipo de roupa que toda mulher deve ter no guarda-roupa (ao menos um), as maiores grifes em geral investem na produção de tailleurs para as mulheres demonstrarem todo o seu poder nas ruas. Abaixo, alguns modelos para você se inspirar. Escolha já o seu!




Sejamos Chiques adora saber o que você acha. Deixe a sua opinião para a gente nos comentários!

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Tire Proveito das Listras!

Sempre charmosas, não se tem informações de que em algum momento as estampas listradas tenham abandonado a moda, apesar de nem sempre estarem em evidência. Isso se deve ao fato das listras já terem se tornado um clássico da moda, que vai e vem devido à sua versatilidade. Possíveis de serem usadas em qualquer ocasião, as listras ainda privilegiam todos os tipos de corpos, desde que utilizadas de maneira correta. Ao se optar pelo uso da estampa, devemos observar três detalhes: o sentido, a espessura e a cor das listras. Existem três sentidos possíveis: horizontal, vertical e diagonal. Os três sentidos associados à espessura e a cor da listra é que vão dar a proporção adequada ao look. Sejamos chiques e observemos:



Listras diagonais por si só são neutras, mas deve-se observar a sua espessura: listras muito espessas não  combinam com mulheres mignons. Foto: Google Images

Se você é baixinha ou está acima do peso, evite as listras horizontais que tendem a achatar ainda mais a sua silhueta e agravar o seu problema. Prefira as listras verticais (acima) ou diagonais que dão a ilusão oposta. Entretanto, a coisa não é tão simples quanto parece. Optar pelas listras verticais por si só, não garante a ilusão de corpo mais esbelto e alongado. E aí que entra a espessura. Listras verticais largas agregam volume tanto quanto as listras horizontais, e deixam de ser uma boa ideia para quem está acima do peso (abaixo). E listras horizontais finas alongam tanto quanto as verticais. Para o efeito correto, é preciso antes de tudo prestar atenção às proporções. Foto: Google Images
Para as baixinhas esbeltas que quiserem aparentar um pouco mais de altura e ganhar um pouco mais de corpo, as listras verticais largas (acima) são uma excelente opção. Foto: Google Images

Para as gordinhas, as listras finas criam a ilusão de formas mais estreitas, especialmente se forem de cores mais escuras e discretas (acima). Foto: Google Images


Se ao contrário, você for muito alta e magra e quiser disfarçar, use as listras horizontais sem problemas, e quanto mais largas melhor (acima e abaixo). As listras horizontais também podem ser aproveitadas para dar a ilusão de volume somente em determinadas regiões do corpo, como se vê na foto acima, onde elas são aplicadas no busto. Assim como as listras verticais, as horizontais também precisam ter uma espessura considerável para achatar a silhueta. Se essa for a sua intenção, evite listras finas. Fotos: Google Images



Proporções devidamente definidas é hora de falarmos sobre as cores. A risca-de-giz (abaixo) é uma estampa que dá a ilusão de alongamento devido ao sentido vertical e à espessura finíssima das listras. Entretanto, a risca preta em fundo branco tende a engordar, enquanto o oposto, risca branca em fundo preto tende a emagrecer. Percebe o truque?
Foto: Google Images
Outro truque é com relação aos contrastes. Quanto maior o contraste, maior o volume. Em contraposição, as listras em ton sur ton alongam a silhueta.

À esquerda, uma estampa listrada em ton sur ton. A proximidade dos tons contribui para a impressão de alongamento, ao passo que as listras em tons contrastantes da direita acrescentam informação e, consequentemente, volume ao corpo. Fotos: Google Images


Ao utilizar estampas listradas, a pergunta correta não é “quando usar”, considerando que elas vão bem em qualquer ocasião, dependendo do tecido, mais nobre ou menos nobre. O “como usar” é a pergunta decisiva, visto que ela pode ser uma aliada ou uma inimiga do seu visual. Conte sempre com seu bom senso  e com o espelho antes de escolher.




E você? Se dá bem com listras? Deixe sua opinião para a gente nos comentários!