Páginas

Mostrando postagens com marcador clássicos da moda. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador clássicos da moda. Mostrar todas as postagens

domingo, 8 de julho de 2012

Saiba mais sobre a Gucci: a síntese do luxo italiano


Vestidos deslumbrantes. Alguns com decotes provocativos. Perfumes com aromas exóticos e inconfundíveis. Sapatos clássicos com ares modernos. Bolsas que são carregadas por lindas e famosas mulheres nos quatro cantos do mundo. Celebridades, escândalos, enormes fortunas e muito glamour sempre foram associados ao nome GUCCI, marca que mais sintetiza a elegância italiana no mercado de luxo.




Foto: Google Images


Guccio Gucci, filho de um artesão de origem humilde, adquiriu bom gosto e elegância encantando-se com o luxo das malas com brasões das famílias nobres enquanto trabalhava como ascensorista e posteriormente Maitrê no famoso e requintado hotel Savoy de Londres na virada do século 19. Em 1921, depois de seu retorno para cidade de Florença, abriu uma pequena loja com um capital de 30 mil liras, com o intuito de vender acessórios de viagem (malas e valises de luxo), feitos artesanalmente pelos melhores artesões da cidade, incluindo membros da própria família.



O fundador Guccio Gucci em frente à sua primeira loja. Foto: Google Images


A alta burguesia e a nobreza florentina logo reconheceu a excelência e originalidade dos produtos e em pouco tempo a marca superou os limites da cidade, impondo-se como uma das mais conhecidas entre a elite do país. Nos anos 30, a empresa passou a conquistar uma sofisticada clientela internacional em função de suas coleções exclusivas de bolsas, luvas, sapatos e cintos. Necessitando expandir seu negócio, que agora fabricava também malas de mão, a empresa mudou-se para um lugar maior em Lungarno Guicciardini em 1937.


A família Gucci nos tempos áureos da grife. Foto: Google Images


Com o grande sucesso de seu negócio e clientes famosos, a marca abriu sua primeira loja na cidade de Roma em 1938 no requintado endereço da Via Condotti. No ano seguinte seus filhos, Aldo, Vasco e Ugo, ingressaram no negócio. Em 1947, a GUCCI lançou no mercado o que viria a se tornar um ícone da marca: a bolsa com alça de bambu. Somente no final desta década a GUCCI adotou oficialmente o logotipo GG, que continha duas letras G, uma normal e outra invertida, entrelaçadas. O novo logotipo começou aparecer em todas as bolsas e malas da marca, dando um ar mais aristocrático aos produtos. Pouco tempo depois, outro filho do estilista, Rodolfo, ingressou na empresa e abriu uma loja na cidade de Milão em 1951. Dois anos mais tarde falecia o fundador da empresa. Neste mesmo ano seus filhos, Aldo e Rodolfo, abriram uma loja na cidade de Nova York, onde as celebradas estrelas de Hollywood contribuíram e muito para que a marca florentina brilhasse nas capitais do luxo de todo o mundo; seguida de unidades na Philadephia, San Francisco, Beverly Hills e Palm Beach, dando início à internacionalização da marca GUCCI.


Dois dos ícones da marca: a bolsa com alça de bambu e o mocassim com fivela de metal. Foto: Google Images

Ainda nesta década a marca lançou outro ícone, o mocassim com fivela de metal, que se tornou um dos principais produtos da GUCCI, além da assinatura verde e vermelha que se tornou um dos principais símbolos de identificação da marca no mundo. Nesta época, celebridades como Sofia Loren, Ingrid Bergman, John Kennedy e sua então esposa Jaqueline Kennedy eram alguns dos fiéis clientes da marca. Essas celebridades eram constantemente fotografadas portando artigos clássicos da marca, como a bolsa de couro com alça de bambu ou o mocassim com bridão. 


Celebridades usando Gucci. Foto: Google Images


Na década seguinte a empresa já vendia seus produtos em lojas próprias nas cidades de Londres (inaugurada em 1967, sendo a primeira na Europa fora da Itália), Paris, Tóquio (1971), Chicago e Hong Kong. Grace Kelly, Peter Sellers e Audrey Hepburn contribuíram para que a marca se tornasse sinônimo de bom gosto e sofisticação na badalada Hollywood, ganhando inúmeros adeptos entre as estrelas do cinema mundial.


O estilista Tom Ford que foi o responsável pela reascensão da marca. Foto: Google Images


Em 2000 a empresa pertencia a um grupo de acionistas, entre eles Bernard Arnault (dono do grupo de luxo LVMH) e François Pinault (atual dono do grupo PPR). Embora Arnault quisesse aumentar suas ações para ter mais controle sobre a empresa, Del Sole e Ford conseguiram privilegiar Pinault, que através de negociações meio que impostas, foi aumentando seu capital até tornar-se o único proprietário da GUCCI em 2004. 


Frida Giannini, a atual diretora da marca. Foto: Google Images


No mesmo ano, Del Sole e Ford saíram da empresa e a estilista de ascendência romena Frida Gianini passou a responder pela direção de criação da marca. Com dinheiro em caixa e criatividade de sobra, a GUCCI voltou aos editoriais de moda e às capas das revistas de negócios. Foi a mais retumbante volta por cima da moda internacional, criando uma tendência no mercado do luxo. 
-


* Este texto foi compilado e adaptado para este blog a partir do texto encontrado no endereço http://mundodasmarcas.blogspot.com.br/2006/06/gucci-exclusividades-luxuosas.html



quinta-feira, 7 de junho de 2012

Romântico, Dramático e Chique: assim é o Estilo Vitoriano

Como ficou constatado nas semanas de moda nacionais e internacionais, uma das grandes tendências para este inverno é o romantismo associado à características que conferem maior feminilidade aos corpos femininos, além do toque retrô que há muito tem influenciado as coleções contemporâneas.
Considerando todas essas influências, o Sejamos Chiques chegou à conclusão que esse é o momento perfeito para lhes apresentar o estilo vitoriano, que apesar de não estar sob os holofotes, agrega todas as tendências acima e tem tudo para deixar o seu visual de inverno ainda mais interessante e (como você já deve ter adivinhado) chique.

Foto: Google Images


O estilo vitoriano surgiu na Inglaterra do século XIX, no reinado da Rainha Vitoria (por isso o nome) e até hoje é influenciado pelo modo de vestir da sua corte.

Foto: Google Images


Entre as principais características do estilo vitoriano estão os babados, as mangas bufantes e boca-de-sino, os laços, as rendas, os drapeados e os tecidos adamascados, tudo muito romântico, suntuoso e com aparência dramática.


Foto: Google Images


A mistura de preto e branco também é frequente nos looks em estilo vitoriano (acima), bem como o uso de camisas de manga longa, que podem ou não vir acompanhadas de corpetes ricamente trabalhados (abaixo).

Foto: Google Images

Foto: Google Images


Duas outras características marcantes do estilo são as golas altas e a ausência de decotes (acima), que apesar de totalmente fechados recebem detalhes como babados, laçarotes, rendas e botões (abaixo). 

Foto: Google Images


Abaixo, alguns exemplos de joias em estilo vitoriano. Colares, brincos, braceletes, anéis, camafeus e até grampos de cabelo bastante chamativos, em metais trabalhados com motivos orgânicos. Ao usar uma roupa em estilo vitoriano, opte por joias mais discretas. Já as joias em estilo vitoriano complementam bem os looks mais simples.


Foto: Google Images



O estilo vitoriano é um clássico da moda e independe de tendência para ser usado. Mas, como é um estilo muito elaborado e com muita informação é preciso um pouco de cuidado na hora de adotá-lo.



Como sempre nós queremos saber: você gosta do estilo vitoriano? Deixe sua opinião nos comentários para o Sejamos Chiques.



O Que é Alta-Costura?

Assim como o termo alfaiataria (ainda não sabe o que é? Saiba aqui), o termo alta-costura é bastante ouvido em conversas sobre moda, e em grande parte das vezes, de maneira equivocada e errônea. Para você que adora moda, mas ainda não sabe exatamente o que significa alta-costura, o Sejamos Chiques não te deixa na mão e esclarece tudinho para você não fazer feio na hora de trocar aquela ideia sobre moda. Aprendamos:

Alta-Costura é o termo empregado para se referir à criação de modelos exclusivos, em escala artesanal, que em geral, contam com bordados e demais detalhes exclusivos, podendo inclusive levar metais e pedras preciosas; detalhes esses que são os responsáveis pelos altíssimos valores que as caracterizam, tanto que registros comprovam que somente 800 mulheres em todo o mundo possuem em seus guarda-roupas, criações de alta-costura.

O termo alta-costura surgiu em 1858 para definir o trabalho executado pela Maison do inglês Charles Frederick Worth que produziu o primeiro desfile de moda conhecido, onde modelos foram usadas para apresentar as roupas, ao invés de cabides, como era habitual na época.

Atualmente, na França, o termo alta-costura (que lá é conhecido como "Haute Couture") é protegido judicialmente e só pode ser usado por estilistas e empresas que cumpram determinados padrões e exigências bem definidas pela Federação Francesa da Costura, do Prêt-à-porter, dos Costureiros e dos Criadores de Moda, ou seja, NEM TODA A MODA PRODUZIDA NO MUNDO É ALTA-COSTURA.

Para que uma marca possa pertencer a este seleto e glamoroso grupo existem quatro regrinhas básicas:

- a marca precisa produzir peças feitas sob encomenda para clientes particulares;
- o atelier precisa estar localizado em Paris com pelo menos 15 funcionários trabalhando em tempo integral;
- precisa possuir somente 20 técnicos e
- apresentar duas coleções por ano à imprensa de Paris com pelo menos 35 modelos para o dia ou para a noite.

Apesar da exigência de se localizar em Paris, à algumas Maisons estrangeiras também é permitido o uso do termo alta costura, conferindo as mesmas, o título de "membros correspondentes". E há ainda aquelas Maisons que mesmo não podendo fazer uso do termo, são convidadas para os desfiles de alta costura, o que por si só já é uma indício de poderem um dia fazer parte do grupo. Abaixo, a lista completa dos membros da Federação Francesa e dos membros correspondentes:


Adeline Andre 

Foto: Google Images


Anne-Valerie Hash

Foto: Google Images



Chanel

Foto: Google Images


Christian Dior

Foto: Google Images


Franck Sorbier

Foto: Google Images


Givenchy

Foto: Google Images


Gustavo Lins

Foto: Google Images


Jean-Paul Gaultier

Foto: Google Images


Maurizio Galante

Foto: Google Images


Stéphane Rolland

Foto: Google Images


Giambatista Valli

Foto: Google Images


Azzedine Alaïa

Foto: Google Images


Elie Saab

Foto: Google Images


Giorgio Armani

Foto: Google Images


Valentino

Foto: Google Images


Versace

Foto: Google Images



Essa lista é revista pela Federação todos os anos, podendo sofrer acréscimos e até exclusões. Mas, o fato é que alta-costura vai ser sempre sinônimo de luxo, exclusividade e extrema qualidade.



O Sejamos Chiques adora saber a sua opinião. O que você acha da Alta-Costura? Deixe um comentário para nós.





sexta-feira, 1 de junho de 2012

Saiba mais sobre Givenchy: A Realeza da Moda

Logotipo da Maison. Foto: Google Images


O estilista Hubert-James Marcel-Taffin Givenchy nasceu no dia 21 de fevereiro de 1927 na cidade francesa de Bauvais. Filho do marquês Lucien Taffin de Givenchy e de Béatrice de Givenchy, seu avô dirigia uma oficina de tapetes na cidade. Muito cedo ele já demonstrava seu interesse pela moda. Aos dez anos, ao visitar uma exposição de figurinos dos mais famosos estilistas franceses, ele se identificou imediatamente com o universo luxuoso da alta-costura, contrariando o sonho de seus pais, que queriam vê-lo advogado. Não houve tempo para o Direito. Aos 17 anos ele foi direto para a Escola de Belas Artes de Paris e trabalhou com grandes nomes da moda - foi assistente de Jacques Fath, Robert Piguet (em 1946), Lucien Lelong, ao lado de Pierre Balmain e Christian Dior, e, mais tarde, em 1949, braço direito de Elsa Schiaparelli. 

Monsieur Hubert de Givenchy na década de 80 segurando uma de suas fragrâncias. Foto: Google Images


Abriu sua própria maison em fevereiro de 1952, localizada no número 8 da rue Alfred de Vigny, na Monceau Plain, a oeste de Paris, e o reconhecimento foi quase imediato, fazendo soprar um vento de renovação, adaptado às novas exigências das elegantes em viagem, após anos de um monopólio quase absoluto de Dior e seu New Look. Muitas das criações de Givenchy eram feitas com tecido de camisaria.

Blusa Bettina. Foto: Google Images


Em sua primeira coleção apresentou a blusa Bettina, uma homenagem à modelo Bettina Graziani, nome da sua principal modelo e também relações públicas da marca, e que foi uma de suas criações de maior sucesso. A blusa tinha a gola larga e aberta, e mangas que terminavam em babados de bordado inglês. Com este sucesso, a fama de Givenchy se consolidou. Suas criações eram luxuosas e com estilo, com nítida influência do estilista espanhol Cristóbal Balenciaga, e Givenchy jamais negou que o trabalho de Balenciaga o inspirava. Balenciaga e Givenchy se conheceram em 1953 e foram amigos até a morte do estilista espanhol, em 1972. 

Criações de Givenchy da década de 50. Foto: Google Images


Foi também em 1953 que Hubert de Givenchy conheceu a sua musa inspiradora, a atriz Audrey Hepburn, e passou a criar modelos para seus filmes, como Sabrina (1954) e Cinderela em Paris (1957). O filme Sabrina ganhou o Oscar de melhor figurino, assinado por Edith Head - a designer mais requisitada de Hollywood na época -, a qual não deu o devido crédito a Givenchy pelo famoso vestido de baile, usado por Audrey Hepburn no filme. Em resposta, a atriz exigiu que, em seus próximos filmes todo seu guarda-roupa fosse todo feito pelo estilista francês. Mas a imagem mais inesquecível da atriz norte-americana é a do filme Bonequinha de luxo, de Blake Edwards (1961), com um vestido preto longo, piteira e colar de pérolas.

Audrey Hepburn em sua pose mais famosa vestindo Givenchy. Foto: Google Images


Durante os anos 50, ele criou vários modelos de vestidos “chemisier”, na forma saco, largos na parte superior e afunilando-se em direção à bainha. Também fez muito sucesso com a criação de peças independentes e coordenáveis - pois, até então, blusas e saias (ou calças) só podiam ser usadas como um conjunto - e com as suas famosas blusas de tecidos de camisas. Givenchy foi o primeiro estilista de alta-costura a apresentar uma coleção de prêt-à-porter feminino, além de ter investido muito na perfumaria, com uma série de fragrâncias  que se tornaram icônicas.

Fragrâncias clássicas da marca: Le De, L'Interdit e Gentlemen Givenchy. Foto: Google Images


Sete anos após a marca ter sido vendida para a Louis Vuitton, o estilista francês se despediu das passarelas em 11 de julho de 1995 com um desfile para poucos, sob os aplausos de toda sua equipe e dos mais importantes estilistas do mundo sentados na primeira fila. Após a saída de Monsieur Hubert, três jovens estilistas ingleses passaram pela marca: John Galliano, Alexander McQueen e Julien McDonald, sendo que atualmente é o italiano Riccardo Tisci quem mantém viva a tradição, o requinte e principalmente o prestígio dessa que é uma das maiores grifes da alta costura. 

De cima para baixo, da esquerda para a direita: John Galliano, Alexander McQueen, Julien McDonald e Riccardo Tisci. Foto: Google Images


Porque como dizia o próprio Givenchy, “Sucesso não é prestígio. O sucesso é passageiro, o prestígio é outro assunto. Ele persiste depois da gente. É preciso trabalhar para não ter trabalhado em vão”. 






* Este texto foi compilado e adaptado para este blog a partir do texto encontrado no endereço http://mundodasmarcas.blogspot.com.br/2006/07/givenchy-o-mestre-do-mundo-fashion.html

- 

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Seja em terra firme ou em alto mar, arrase com o estilo navy


Se existe uma coisa que sempre se pode esperar das coleções de primavera-verão (não de todas as marcas, é claro), é a aposta no estilo navy. Isso porque o estilo criado por Coco Chanel é um clássico da moda, e com ele a chance de erro é praticamente nula.
O estilo navy se caracteriza pela adoção de motivos náuticos e tudo o que remete ao universo da Marinha. Cores como o branco, o preto, o azul-marinho e o vermelho, estampas de listras horizontais e acessórios de cor dourada, ou mesmo de corda, como cintos, grandes botões e correntes compõem o estilo que cai bem para qualquer pessoa. Compor um visual náutico é muito simples. O Sejamos Chiques separou alguns looks para te inspirar:


Foto: Google Images

Foto: Google Images


Foto: Google Images

Foto: Google Images


Por ser um estilo que remete à água e ao mar, o navy é mais adotado no verão. Porém, sendo ele um dos clássicos da moda, e muito chique, nada te impede de adotá-lo no dia-a-dia, independente da estação do ano. Mas, se você for baixinha ou estiver um pouco acima do peso, opte por listras mais finas, ok? Caso você tenha mais dúvidas sobre o uso de listras, este post pode te ajudar.



Deixe a sua opinião para o Sejamos Chiques: você gosta do estilo navy?








domingo, 20 de maio de 2012

Saiba mais sobre Balenciaga: o verdadeiro costureiro



“Um costureiro deve ser um arquiteto no design, um escultor na forma, um pintor na cor, um músico na harmonia e um filósofo na medida”. Com esta frase o mestre da alta costura, Cristóbal Balenciaga definia a profissão em que reinou como um mito por muitos anos. Não por menos, a marca BALENCIAGA se transformou em um dos supra-sumos quando o assunto é moda de luxo.

Foto: Google Images


Nascido na pequena localidade de Getaria, na região basca da Espanha, em 1895, Cristóbal Balenciaga Eisaguirre era filho de um pescador e de uma costureira. Formou-se alfaiate e, em 1918, juntamente com Charlottee Lee, abriu seu primeiro ateliê na cidade de San Sebastian. Em seguida, inaugurou unidades em Madri e Barcelona, onde atendia a família real e membros da corte do país. 

Foto: Google Images


Quando a Guerra Civil Espanhola começou, em 1936, o estilista se viu obrigado a fechar suas lojas e fugir do país, passando por Londres antes de estabelecer-se na França, país em que faria fama com seu jeito reservado, de poucas entrevistas e pouco contato com a imprensa, sendo um perfeito oposto-complementar de seu contemporâneo Christian Dior. Mas foi na “cidade luz” que Balenciaga marcaria para sempre a história da moda. Em 1937, quando ele inaugurou, no número 10 da Avenida George V, a CASA BALENCIAGA, seu estúdio, a França era permeada por um forte tema: o nacionalismo.

Criações de Balenciaga 1947/1951. Foto: www.metmuseum.org


A alta costura tinha nomes de todos os cantos do mundo. Por isso Elsa Schiaparelli, a rival de Coco Chanel, era a italiana; Edward Molyneux, o irlandês; Robert Piguet, o suíço e Mainbocher, o norte-americano. Obviamente, não demorou muito para que Balenciaga ficasse conhecido como “o espanhol”. Não demorou muito para o estilista ser celebrado por todos os seus concorrentes como o ápice da perfeição na confecção. “A alta costura é como uma orquestra da qual apenas Balenciaga pode ser o maestro. Todo o resto de nós somos apenas músicos, seguindo as direções que ele nos dá”. A frase é de Christian Dior e demonstra como o espanhol era visto dentro do mundo da moda. Outra de suas concorrentes, Coco Chanel, disse certa vez que o espanhol era “um verdadeiro costureiro, ele sim, sabia cortar tecidos e costurá-los com perfeição”. Todos os outros, incluindo a si própria, eram apenas desenhistas”.

Criações de Balenciaga 1959/1964. Foto: www.metmuseum.org


O trabalho de Balenciaga tinha como referência a cultura e a história espanhola, Além do trabalho de artistas como os pintores Diego Velázquez e Francisco Zurbarán. As criações de Balenciaga combinavam essas influências com o que há de mais elaborado em corte e costura – era exímio e ambidestro no manejo das tesouras e das agulhas. O resultado foi um estilo único, caracterizado pela audácia de volumes, a pureza absoluta das linhas e o rigor arquitetônico.

Criações de Balenciaga 1966/1967. Foto: www.metmuseum.org


Entre as coleções mais famosas do estilista está a de 1946, inspirada nas touradas espanholas, com boleros e bordados. Foi também em 1946 que o estilista lançou seu primeiro perfume chamado “Le Dix”. Pouco depois, em 1948, o estilista inaugurou sua primeira boutique. Mas, foi somente a partir do período pós-guerra que BALENCIAGA se tornou um estilista original e reconhecido. Em 1951, ele transformou totalmente a silhueta feminina alargando os ombros e removendo a cintura de suas criações. Em 1955, desenhou o vestido de túnica, que, mais tarde, virou o vestido chemise. Em 1959, seu trabalho se tornou um verdadeiro império, com vestidos de cintura alta e casacos cortados como quimonos.

Primeiro perfume lançado pela grife. Foto: Google Images


A aposentadoria dele em 1968 e sua morte, no dia 24 de março de 1972, fizeram a grife BALENCIAGA cair no esquecimento por muitos anos. Só em 1997, com a contratação do francês Nicolas Ghesquière, é que a BALENCIAGA voltou a respirar o ar da alta costura e do topo do mundo da moda. 



Os ícones modernos da marca, copiados em todo o mundo: a bolsa classic e a sandália gladiadora. Foto: Google Images



Atualmente, entre as criações de sucesso da tradicional grife, estão as bolsas “classic”, de alças duplas, com zíper formando bolsos frontais ou diagonais e a placa de identificação de prata; as sandálias gladiador; os sapatos plataforma muito altos de alma fetichista ao extremo; além de casaquinhos e paletós de cintura marcada. A grife também foi responsável por criar e confeccionar os novos uniformes da companhia árabe de aviação Oman Air.

Uniformes Oman Air. Foto: sassybella







* Este texto foi compilado e adaptado para este blog a partir do texto encontrado no endereço http://www.mundodasmarcas.blogspot.com.br/2010/05/balenciaga.html





sábado, 19 de maio de 2012

O Que é: Alfaiataria


Como você já deve suspeitar, o termo "alfaiataria" vem de "alfaiate" e antigamente se referia ao local de trabalho desse profissional. Logo, uma peça de alfaiataria era uma peça produzida por um alfaiate, com modelagem e corte específicos para o corpo do cliente, ou seja, uma peça única e exclusiva.
Com o passar dos anos a exclusividade foi deixada um pouco de lado, e hoje se encontram "peças de alfaiataria" em inúmeras lojas de departamentos com numeração padronizada, o que alterou um pouco o significado da palavra. Atualmente o termo é empregado para designar a confecção de peças estruturadas e que exigem um caimento ajustado para se obter uma boa estética, como os ternos por exemplo.
Como principais características da alfaiataria estão o corte reto, os tecidos estruturados (NUNCA um vestidinho fluido será alfaiataria), o caimento impecável, as técnicas avançadas e regras de acabamento (em geral, invisíveis), as padronagens clássicas como a risca-de-giz e o xadrez, e detalhes como barra italiana, abotoamento duplo e bolso faca. Esses detalhes associados fazem da alfaiataria uma técnica onde o resultado é sempre refinado, elegante e um tanto quanto formal. Abaixo, alguns exemplos de peças de alfaiataria:


... Ternos



... Tailleurs



... Casacos



... Blazers e Bermudas



... Vestidos



... Calças



... e Camisas




Lembrando que a alfaiataria não é um ESTILO, mas sim, uma TÉCNICA.



Agora que você aprendeu mais essa, conte para o Sejamos Chiques: você gosta ou usa peças de alfaiataria? Deixe-nos o seu comentário.