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domingo, 8 de julho de 2012

Saiba mais sobre a Gucci: a síntese do luxo italiano


Vestidos deslumbrantes. Alguns com decotes provocativos. Perfumes com aromas exóticos e inconfundíveis. Sapatos clássicos com ares modernos. Bolsas que são carregadas por lindas e famosas mulheres nos quatro cantos do mundo. Celebridades, escândalos, enormes fortunas e muito glamour sempre foram associados ao nome GUCCI, marca que mais sintetiza a elegância italiana no mercado de luxo.




Foto: Google Images


Guccio Gucci, filho de um artesão de origem humilde, adquiriu bom gosto e elegância encantando-se com o luxo das malas com brasões das famílias nobres enquanto trabalhava como ascensorista e posteriormente Maitrê no famoso e requintado hotel Savoy de Londres na virada do século 19. Em 1921, depois de seu retorno para cidade de Florença, abriu uma pequena loja com um capital de 30 mil liras, com o intuito de vender acessórios de viagem (malas e valises de luxo), feitos artesanalmente pelos melhores artesões da cidade, incluindo membros da própria família.



O fundador Guccio Gucci em frente à sua primeira loja. Foto: Google Images


A alta burguesia e a nobreza florentina logo reconheceu a excelência e originalidade dos produtos e em pouco tempo a marca superou os limites da cidade, impondo-se como uma das mais conhecidas entre a elite do país. Nos anos 30, a empresa passou a conquistar uma sofisticada clientela internacional em função de suas coleções exclusivas de bolsas, luvas, sapatos e cintos. Necessitando expandir seu negócio, que agora fabricava também malas de mão, a empresa mudou-se para um lugar maior em Lungarno Guicciardini em 1937.


A família Gucci nos tempos áureos da grife. Foto: Google Images


Com o grande sucesso de seu negócio e clientes famosos, a marca abriu sua primeira loja na cidade de Roma em 1938 no requintado endereço da Via Condotti. No ano seguinte seus filhos, Aldo, Vasco e Ugo, ingressaram no negócio. Em 1947, a GUCCI lançou no mercado o que viria a se tornar um ícone da marca: a bolsa com alça de bambu. Somente no final desta década a GUCCI adotou oficialmente o logotipo GG, que continha duas letras G, uma normal e outra invertida, entrelaçadas. O novo logotipo começou aparecer em todas as bolsas e malas da marca, dando um ar mais aristocrático aos produtos. Pouco tempo depois, outro filho do estilista, Rodolfo, ingressou na empresa e abriu uma loja na cidade de Milão em 1951. Dois anos mais tarde falecia o fundador da empresa. Neste mesmo ano seus filhos, Aldo e Rodolfo, abriram uma loja na cidade de Nova York, onde as celebradas estrelas de Hollywood contribuíram e muito para que a marca florentina brilhasse nas capitais do luxo de todo o mundo; seguida de unidades na Philadephia, San Francisco, Beverly Hills e Palm Beach, dando início à internacionalização da marca GUCCI.


Dois dos ícones da marca: a bolsa com alça de bambu e o mocassim com fivela de metal. Foto: Google Images

Ainda nesta década a marca lançou outro ícone, o mocassim com fivela de metal, que se tornou um dos principais produtos da GUCCI, além da assinatura verde e vermelha que se tornou um dos principais símbolos de identificação da marca no mundo. Nesta época, celebridades como Sofia Loren, Ingrid Bergman, John Kennedy e sua então esposa Jaqueline Kennedy eram alguns dos fiéis clientes da marca. Essas celebridades eram constantemente fotografadas portando artigos clássicos da marca, como a bolsa de couro com alça de bambu ou o mocassim com bridão. 


Celebridades usando Gucci. Foto: Google Images


Na década seguinte a empresa já vendia seus produtos em lojas próprias nas cidades de Londres (inaugurada em 1967, sendo a primeira na Europa fora da Itália), Paris, Tóquio (1971), Chicago e Hong Kong. Grace Kelly, Peter Sellers e Audrey Hepburn contribuíram para que a marca se tornasse sinônimo de bom gosto e sofisticação na badalada Hollywood, ganhando inúmeros adeptos entre as estrelas do cinema mundial.


O estilista Tom Ford que foi o responsável pela reascensão da marca. Foto: Google Images


Em 2000 a empresa pertencia a um grupo de acionistas, entre eles Bernard Arnault (dono do grupo de luxo LVMH) e François Pinault (atual dono do grupo PPR). Embora Arnault quisesse aumentar suas ações para ter mais controle sobre a empresa, Del Sole e Ford conseguiram privilegiar Pinault, que através de negociações meio que impostas, foi aumentando seu capital até tornar-se o único proprietário da GUCCI em 2004. 


Frida Giannini, a atual diretora da marca. Foto: Google Images


No mesmo ano, Del Sole e Ford saíram da empresa e a estilista de ascendência romena Frida Gianini passou a responder pela direção de criação da marca. Com dinheiro em caixa e criatividade de sobra, a GUCCI voltou aos editoriais de moda e às capas das revistas de negócios. Foi a mais retumbante volta por cima da moda internacional, criando uma tendência no mercado do luxo. 
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Este texto foi compilado e adaptado para este blog a partir do texto encontrado no endereço http://mundodasmarcas.blogspot.com.br/2006/06/gucci-exclusividades-luxuosas.html



sábado, 7 de julho de 2012

Saiba mais sobre a Louis Vuitton: a grife das bolsas lendárias

Tudo começou em 1851, quando para cada viagem do imperador francês Napoleão III, era trazido ao Palais des Tuilleries um jovem aprendiz de maleiro para embalar a bagagem da imperatriz Eugênia. O rapaz chamava-se Louis Vuitton, um suíço criado em Paris e filho de um marceneiro, que em 1854 fundou a MAISON LOUIS VUITTON MALLETIER na Rua Neuve-des-Capucines, no centro da capital francesa, próximo à famosa Place Vendôme. 

A família Vuitton e os empregados do atelier em 1888. Foto: Arquivos Louis Vuitton 


E mesmo depois de aberta a loja, ele ainda produzia sob encomenda produtos exclusivos e únicos, como um baú que virava cama, sob solicitação de um explorador europeu; outro baú que virava charrete, para um viajante muito especial; e ainda, um baú flutuante para os praticantes de balonismo que volta e meia caíam no mar. No ano seguinte, a Maison transferiu a oficina e a residência familiar para a pequena cidade de Asnières-sur-Seine, localizada cerca de 30 quilômetros de Paris. Desta forma, a produção estaria mais próxima dos fornecedores da madeira que servia de estrutura para as malas. Além disso, a empresa aproveitaria do transporte fluvial para o escoamento de sua produção. 

Baú antigo já com os monogramas. Foto: Arquivos Louis Vuitton


Pouco tempo depois, em 1858, ele criou as primeiras malles plates, um novo formato de baú (com tampa reta, diferentemente do utilizado na época, com tampa abaulada para permitir o escoamento da água da chuva, leve e à prova d’água), que facilitava a arrumação nos porões dos navios e o empilhamento nos trens, e o revestiu com sua assinatura em cinza. Tudo para atender às madames da época que viajavam de navio e precisavam de uma mala que pudesse ao mesmo tempo transportar de tudo e com muita classe. 


À esquerda, uma coleção de malas da década de 20. À direita, uma releitura da década de 70. Foto: Arquivos Louis Vuitton



O material utilizado era sempre o mesmo: madeira, zinco, cobre e lonas impermeáveis. A ferramenta: seu apuro artesanal que cativou muitos ricos e nobres da época. Com o crescimento da empresa e a divulgação da marca ao redor do mundo, Georges Vuitton, filho de Louis, uniu-se ao pai a partir de 1870 para a abertura de novas lojas fora de seu país de origem, que aconteceria somente quinze anos depois. 
Em 1876, a empresa teve que tomar sua primeira atitude em relação às imitações, mudando sua já famosa lona cinza do modelo Trianon para as listras beges e marrons. O posicionamento da marca em relação à viagem era tal que foram criados produtos sob encomenda para esse fim: a “mala-cama”, em 1879; a “mala-secretária”; a mala de sapatos; as famosas caixas de chapéus; e os reboques de camping.



Logotipo da marca. O monograma com as letras L & V que estampam boa parte de suas bolsas e malas está entre os mais icônicos do mundo fashion. Foto: Google Images  


Georges Vuitton herda o poder criativo do pai e continua a inovação da marca ao criar, em 1888, como forma de boicotar as imitações, de uma nova impressão batizada de “Damier” em marrom e bege trazendo a inscrição “marque L. Vuitton déposée”, ou seja, marca registrada Louis Vuitton. Foi em vão. A primeira utilização dos tradicionais monogramas das letras LV, granulados e nas cores marrom e bege, juntamente com símbolos que reproduziam flores, que hoje é a marca registrada da LOUIS VUITTON, aconteceu somente em 1896 quando Georges, filho de Louis, que morreu três anos antes, mais uma vez tentava diferenciar seus produtos das inúmeras imitações que eram produzidas na época. Rapidamente, os baús e malas com monogramas da marca caracterizavam as pessoas ricas e de bom gosto nas viagens de trens e navios. E, depois, nas primeiras classes dos aviões. Georges também foi responsável pela criação dos fechos invioláveis que equipavam os produtos.

Bolsas clássicas Louis Vuitton. Foto: Google Images


Até meados dos anos 80, a LOUIS VUITTON parecia fadada a vender bolsas clássicas para um público pequeno, porém muito fiel. Em 1987, o magnata francês Bernard Arnault comprou a grife da família Vuitton e, com ela, ergueu os pilares do LVMH (Louis Vuitton Moët Henessy), maior conglomerado de marcas de luxo do planeta. Em um mundo globalizado, enxergou o potencial que um nome com a tradição da LOUIS VUITTON teria entre um público ansioso por consumir luxo de qualidade.

Modelos contemporâneos da Louis Vuitton. Foto: Google Images


Mas foi só em 1997 que Arnault contratou o estilista americano Marc Jacobs para renovar a LV e criar sua primeira coleção de roupas, além de sapatos, relógios e até jóias. Reconhecido nos Estados Unidos por sua modernidade, o estilista americano desembarcou em Paris como um quase desconhecido, mas mostrou a que veio logo na primeira temporada. Transformou as bolsas LV em coqueluche.

O estilista Marc Jacobs. Foto: Google Images


Os méritos de Marc Jacobs são reconhecidos por todos. Sob seu comando, a marca cresceu 80%. Há mais de 150 anos a LOUIS VUITTON conserva intacto o seu poder de atração, quer sobre as cabeças coroadas quer sobre as estrelas de Hollywood, de Cary Grant a Marlene Dietrich, de Sharon Stone a Jennifer Lopez. No segmento de malas, produto com o qual a tradicional marca iniciou sua escalada rumo ao sucesso, sua missão continua sendo fazer da viagem uma experiência pessoal e única. Mas sempre mantendo seus valores, que não mudaram desde o ano de sua criação: originalidade, espírito “avant-garde”, qualidade, “saber fazer” e paixão



Este texto foi compilado e adaptado para este blog a partir do texto encontrado no endereço http://mundodasmarcas.blogspot.com.br/2006/05/louis-vuitton-uma-lenda.html

quinta-feira, 7 de junho de 2012

O Que é Alta-Costura?

Assim como o termo alfaiataria (ainda não sabe o que é? Saiba aqui), o termo alta-costura é bastante ouvido em conversas sobre moda, e em grande parte das vezes, de maneira equivocada e errônea. Para você que adora moda, mas ainda não sabe exatamente o que significa alta-costura, o Sejamos Chiques não te deixa na mão e esclarece tudinho para você não fazer feio na hora de trocar aquela ideia sobre moda. Aprendamos:

Alta-Costura é o termo empregado para se referir à criação de modelos exclusivos, em escala artesanal, que em geral, contam com bordados e demais detalhes exclusivos, podendo inclusive levar metais e pedras preciosas; detalhes esses que são os responsáveis pelos altíssimos valores que as caracterizam, tanto que registros comprovam que somente 800 mulheres em todo o mundo possuem em seus guarda-roupas, criações de alta-costura.

O termo alta-costura surgiu em 1858 para definir o trabalho executado pela Maison do inglês Charles Frederick Worth que produziu o primeiro desfile de moda conhecido, onde modelos foram usadas para apresentar as roupas, ao invés de cabides, como era habitual na época.

Atualmente, na França, o termo alta-costura (que lá é conhecido como "Haute Couture") é protegido judicialmente e só pode ser usado por estilistas e empresas que cumpram determinados padrões e exigências bem definidas pela Federação Francesa da Costura, do Prêt-à-porter, dos Costureiros e dos Criadores de Moda, ou seja, NEM TODA A MODA PRODUZIDA NO MUNDO É ALTA-COSTURA.

Para que uma marca possa pertencer a este seleto e glamoroso grupo existem quatro regrinhas básicas:

- a marca precisa produzir peças feitas sob encomenda para clientes particulares;
- o atelier precisa estar localizado em Paris com pelo menos 15 funcionários trabalhando em tempo integral;
- precisa possuir somente 20 técnicos e
- apresentar duas coleções por ano à imprensa de Paris com pelo menos 35 modelos para o dia ou para a noite.

Apesar da exigência de se localizar em Paris, à algumas Maisons estrangeiras também é permitido o uso do termo alta costura, conferindo as mesmas, o título de "membros correspondentes". E há ainda aquelas Maisons que mesmo não podendo fazer uso do termo, são convidadas para os desfiles de alta costura, o que por si só já é uma indício de poderem um dia fazer parte do grupo. Abaixo, a lista completa dos membros da Federação Francesa e dos membros correspondentes:


Adeline Andre 

Foto: Google Images


Anne-Valerie Hash

Foto: Google Images



Chanel

Foto: Google Images


Christian Dior

Foto: Google Images


Franck Sorbier

Foto: Google Images


Givenchy

Foto: Google Images


Gustavo Lins

Foto: Google Images


Jean-Paul Gaultier

Foto: Google Images


Maurizio Galante

Foto: Google Images


Stéphane Rolland

Foto: Google Images


Giambatista Valli

Foto: Google Images


Azzedine Alaïa

Foto: Google Images


Elie Saab

Foto: Google Images


Giorgio Armani

Foto: Google Images


Valentino

Foto: Google Images


Versace

Foto: Google Images



Essa lista é revista pela Federação todos os anos, podendo sofrer acréscimos e até exclusões. Mas, o fato é que alta-costura vai ser sempre sinônimo de luxo, exclusividade e extrema qualidade.



O Sejamos Chiques adora saber a sua opinião. O que você acha da Alta-Costura? Deixe um comentário para nós.





sexta-feira, 1 de junho de 2012

Saiba mais sobre Givenchy: A Realeza da Moda

Logotipo da Maison. Foto: Google Images


O estilista Hubert-James Marcel-Taffin Givenchy nasceu no dia 21 de fevereiro de 1927 na cidade francesa de Bauvais. Filho do marquês Lucien Taffin de Givenchy e de Béatrice de Givenchy, seu avô dirigia uma oficina de tapetes na cidade. Muito cedo ele já demonstrava seu interesse pela moda. Aos dez anos, ao visitar uma exposição de figurinos dos mais famosos estilistas franceses, ele se identificou imediatamente com o universo luxuoso da alta-costura, contrariando o sonho de seus pais, que queriam vê-lo advogado. Não houve tempo para o Direito. Aos 17 anos ele foi direto para a Escola de Belas Artes de Paris e trabalhou com grandes nomes da moda - foi assistente de Jacques Fath, Robert Piguet (em 1946), Lucien Lelong, ao lado de Pierre Balmain e Christian Dior, e, mais tarde, em 1949, braço direito de Elsa Schiaparelli. 

Monsieur Hubert de Givenchy na década de 80 segurando uma de suas fragrâncias. Foto: Google Images


Abriu sua própria maison em fevereiro de 1952, localizada no número 8 da rue Alfred de Vigny, na Monceau Plain, a oeste de Paris, e o reconhecimento foi quase imediato, fazendo soprar um vento de renovação, adaptado às novas exigências das elegantes em viagem, após anos de um monopólio quase absoluto de Dior e seu New Look. Muitas das criações de Givenchy eram feitas com tecido de camisaria.

Blusa Bettina. Foto: Google Images


Em sua primeira coleção apresentou a blusa Bettina, uma homenagem à modelo Bettina Graziani, nome da sua principal modelo e também relações públicas da marca, e que foi uma de suas criações de maior sucesso. A blusa tinha a gola larga e aberta, e mangas que terminavam em babados de bordado inglês. Com este sucesso, a fama de Givenchy se consolidou. Suas criações eram luxuosas e com estilo, com nítida influência do estilista espanhol Cristóbal Balenciaga, e Givenchy jamais negou que o trabalho de Balenciaga o inspirava. Balenciaga e Givenchy se conheceram em 1953 e foram amigos até a morte do estilista espanhol, em 1972. 

Criações de Givenchy da década de 50. Foto: Google Images


Foi também em 1953 que Hubert de Givenchy conheceu a sua musa inspiradora, a atriz Audrey Hepburn, e passou a criar modelos para seus filmes, como Sabrina (1954) e Cinderela em Paris (1957). O filme Sabrina ganhou o Oscar de melhor figurino, assinado por Edith Head - a designer mais requisitada de Hollywood na época -, a qual não deu o devido crédito a Givenchy pelo famoso vestido de baile, usado por Audrey Hepburn no filme. Em resposta, a atriz exigiu que, em seus próximos filmes todo seu guarda-roupa fosse todo feito pelo estilista francês. Mas a imagem mais inesquecível da atriz norte-americana é a do filme Bonequinha de luxo, de Blake Edwards (1961), com um vestido preto longo, piteira e colar de pérolas.

Audrey Hepburn em sua pose mais famosa vestindo Givenchy. Foto: Google Images


Durante os anos 50, ele criou vários modelos de vestidos “chemisier”, na forma saco, largos na parte superior e afunilando-se em direção à bainha. Também fez muito sucesso com a criação de peças independentes e coordenáveis - pois, até então, blusas e saias (ou calças) só podiam ser usadas como um conjunto - e com as suas famosas blusas de tecidos de camisas. Givenchy foi o primeiro estilista de alta-costura a apresentar uma coleção de prêt-à-porter feminino, além de ter investido muito na perfumaria, com uma série de fragrâncias  que se tornaram icônicas.

Fragrâncias clássicas da marca: Le De, L'Interdit e Gentlemen Givenchy. Foto: Google Images


Sete anos após a marca ter sido vendida para a Louis Vuitton, o estilista francês se despediu das passarelas em 11 de julho de 1995 com um desfile para poucos, sob os aplausos de toda sua equipe e dos mais importantes estilistas do mundo sentados na primeira fila. Após a saída de Monsieur Hubert, três jovens estilistas ingleses passaram pela marca: John Galliano, Alexander McQueen e Julien McDonald, sendo que atualmente é o italiano Riccardo Tisci quem mantém viva a tradição, o requinte e principalmente o prestígio dessa que é uma das maiores grifes da alta costura. 

De cima para baixo, da esquerda para a direita: John Galliano, Alexander McQueen, Julien McDonald e Riccardo Tisci. Foto: Google Images


Porque como dizia o próprio Givenchy, “Sucesso não é prestígio. O sucesso é passageiro, o prestígio é outro assunto. Ele persiste depois da gente. É preciso trabalhar para não ter trabalhado em vão”. 






* Este texto foi compilado e adaptado para este blog a partir do texto encontrado no endereço http://mundodasmarcas.blogspot.com.br/2006/07/givenchy-o-mestre-do-mundo-fashion.html

domingo, 20 de maio de 2012

Saiba mais sobre Balenciaga: o verdadeiro costureiro



“Um costureiro deve ser um arquiteto no design, um escultor na forma, um pintor na cor, um músico na harmonia e um filósofo na medida”. Com esta frase o mestre da alta costura, Cristóbal Balenciaga definia a profissão em que reinou como um mito por muitos anos. Não por menos, a marca BALENCIAGA se transformou em um dos supra-sumos quando o assunto é moda de luxo.

Foto: Google Images


Nascido na pequena localidade de Getaria, na região basca da Espanha, em 1895, Cristóbal Balenciaga Eisaguirre era filho de um pescador e de uma costureira. Formou-se alfaiate e, em 1918, juntamente com Charlottee Lee, abriu seu primeiro ateliê na cidade de San Sebastian. Em seguida, inaugurou unidades em Madri e Barcelona, onde atendia a família real e membros da corte do país. 

Foto: Google Images


Quando a Guerra Civil Espanhola começou, em 1936, o estilista se viu obrigado a fechar suas lojas e fugir do país, passando por Londres antes de estabelecer-se na França, país em que faria fama com seu jeito reservado, de poucas entrevistas e pouco contato com a imprensa, sendo um perfeito oposto-complementar de seu contemporâneo Christian Dior. Mas foi na “cidade luz” que Balenciaga marcaria para sempre a história da moda. Em 1937, quando ele inaugurou, no número 10 da Avenida George V, a CASA BALENCIAGA, seu estúdio, a França era permeada por um forte tema: o nacionalismo.

Criações de Balenciaga 1947/1951. Foto: www.metmuseum.org


A alta costura tinha nomes de todos os cantos do mundo. Por isso Elsa Schiaparelli, a rival de Coco Chanel, era a italiana; Edward Molyneux, o irlandês; Robert Piguet, o suíço e Mainbocher, o norte-americano. Obviamente, não demorou muito para que Balenciaga ficasse conhecido como “o espanhol”. Não demorou muito para o estilista ser celebrado por todos os seus concorrentes como o ápice da perfeição na confecção. “A alta costura é como uma orquestra da qual apenas Balenciaga pode ser o maestro. Todo o resto de nós somos apenas músicos, seguindo as direções que ele nos dá”. A frase é de Christian Dior e demonstra como o espanhol era visto dentro do mundo da moda. Outra de suas concorrentes, Coco Chanel, disse certa vez que o espanhol era “um verdadeiro costureiro, ele sim, sabia cortar tecidos e costurá-los com perfeição”. Todos os outros, incluindo a si própria, eram apenas desenhistas”.

Criações de Balenciaga 1959/1964. Foto: www.metmuseum.org


O trabalho de Balenciaga tinha como referência a cultura e a história espanhola, Além do trabalho de artistas como os pintores Diego Velázquez e Francisco Zurbarán. As criações de Balenciaga combinavam essas influências com o que há de mais elaborado em corte e costura – era exímio e ambidestro no manejo das tesouras e das agulhas. O resultado foi um estilo único, caracterizado pela audácia de volumes, a pureza absoluta das linhas e o rigor arquitetônico.

Criações de Balenciaga 1966/1967. Foto: www.metmuseum.org


Entre as coleções mais famosas do estilista está a de 1946, inspirada nas touradas espanholas, com boleros e bordados. Foi também em 1946 que o estilista lançou seu primeiro perfume chamado “Le Dix”. Pouco depois, em 1948, o estilista inaugurou sua primeira boutique. Mas, foi somente a partir do período pós-guerra que BALENCIAGA se tornou um estilista original e reconhecido. Em 1951, ele transformou totalmente a silhueta feminina alargando os ombros e removendo a cintura de suas criações. Em 1955, desenhou o vestido de túnica, que, mais tarde, virou o vestido chemise. Em 1959, seu trabalho se tornou um verdadeiro império, com vestidos de cintura alta e casacos cortados como quimonos.

Primeiro perfume lançado pela grife. Foto: Google Images


A aposentadoria dele em 1968 e sua morte, no dia 24 de março de 1972, fizeram a grife BALENCIAGA cair no esquecimento por muitos anos. Só em 1997, com a contratação do francês Nicolas Ghesquière, é que a BALENCIAGA voltou a respirar o ar da alta costura e do topo do mundo da moda. 



Os ícones modernos da marca, copiados em todo o mundo: a bolsa classic e a sandália gladiadora. Foto: Google Images



Atualmente, entre as criações de sucesso da tradicional grife, estão as bolsas “classic”, de alças duplas, com zíper formando bolsos frontais ou diagonais e a placa de identificação de prata; as sandálias gladiador; os sapatos plataforma muito altos de alma fetichista ao extremo; além de casaquinhos e paletós de cintura marcada. A grife também foi responsável por criar e confeccionar os novos uniformes da companhia árabe de aviação Oman Air.

Uniformes Oman Air. Foto: sassybella







* Este texto foi compilado e adaptado para este blog a partir do texto encontrado no endereço http://www.mundodasmarcas.blogspot.com.br/2010/05/balenciaga.html





sábado, 5 de maio de 2012

Saiba mais sobre Valentino: o mais chique de todos os tempos

Valentino, conhecido como o “Rei do Chic”, tornou-se ícone, um nome respeitado e adorado pelas mais chiques celebridades do planeta, e transformou a história da alta costura. O charme de suas criações encanta pela excelência e qualidade. O grande diferencial do estilista foi justamente fazer uma moda luxuosa, soberba, mas elegante, sem exageros desnecessários. A moda de Valentino seduziu e conquistou tanto celebridades como mulheres normais, e sua marca se tornou uma das mais elegantes e chiques do mundo. E é por isso que ele é, sem sombra de dúvidas, o preferido deste humilde blog, e  merece um post especial.


Valentino Garavani nasceu na pequena cidade italiana de Voghera em 1932 e desde muito cedo demonstrou interesse e talento nato para as artes. Aos 18 anos, já um exímio desenhista, ele se mudou para Paris para estudar na tradicional Câmara Sindical de Alta Costura, e ao conseguir o primeiro lugar em um concurso de estilismo foi contratado para trabalhar no ateliê de Jean Dessès, ao lado de ninguém menos do que outro grande estilista: Guy Laroche, e anos depois, após ajudá-lo a fundar sua própria marca, Valentino então volta para a Itália e abre seu próprio estúdio em 1959, e, em 1961, apresenta a primeira coleção em Roma, no seu ateliê da Via Condotti, com um desfile de 120 modelos, apoiado financeiramente pelo pai.

Criações de Valentino. Foto: Museu Virtual Valentino Garavani


Foi um sucesso. Valentino ainda era um jovem criador em ascensão, mas, muito rapidamente, passou a ser considerado um mestre da costura italiana. A explicação para isso é que parece ter “nascido pronto”: diferentemente da maioria dos profissionais em começo de carreira, que está em busca de um estilo próprio e segue vários caminhos até engrenar, aos 20 anos, ele já tinha um talento amadurecido, com vestidos muito bem equilibrados e exatos nas proporções.

Criações de Valentino. Foto: Museu Virtual Valentino Garavani


No ano de 1968, lançou a coleção denominada Valentino’s White, onde o famoso “V” apareceu pela primeira vez. A próxima década tem início com o lançamento de sua coleção masculina e feminina “ready-to-wear” em 1972, além da inauguração de suas primeiras boutiques nas cidades de Roma e Milão. Em 1978 lançou seu primeiro perfume em noite de gala no teatro Champs Elisées na cidade de Paris.


Acima, o logotipo da grife, um dos que possuem maior peso no mundo da moda. Abaixo, dois grandes ícones produzidos pela marca: o sapato com tachas e a fragrância V de Valentino. Fotos: Google Images



Ao longo dos anos, Valentino produziu inúmeros ícones, mas assim como Elza Schiaparelli, que tinha o rosa choque como a sua “cor oficial”, desde os primeiros dias de trabalho na maison Dessès, Valentino se encantou pelo vermelho e fez da cor uma de suas assinaturas - na época, freqüentava a Ópera de Barcelona e notou a força do vermelho nos figurinos: ao lado do preto e do branco, não havia, para ele, cor mais bela que o vermelho. E dele nunca mais se separou. O estilista costuma dizer “O vermelho é fascinante, é vida, sangue da morte, paixão, amor, a cura total da tristeza”.

Valentino Garavani posando com sua enorme coleção de vestidos vermelhos. Os famosos "Red Valentino". Foto: Google Images


No dia 23 de janeiro de 2008, tudo ficou diferente nas noites de gala. Valentino Garavani, costureiro número um das celebridades, decidiu se aposentar depois de 45 anos vestindo estrelas como Sophia Loren, Elizabeth Taylor, Jacqueline Kennedy, Farah Diba, Audrey Hepburn (que, apesar do acordo que tinha com a casa Givenchy, sempre que podia queria ser vestida por Valentino) e Julia Roberts, só para citar algumas. Em seu último desfile ele foi aplaudido de pé pelos 800 convidados numa tenda instalada nos jardins do Museu Rodin, em Paris. A cor, conhecida como “vermelho Valentino”, apareceu em modelos de decote V de chiffon em 30 reproduções. Em nota oficial ele afirmou: “Eu quero dizer, como fazem os ingleses: Gostaria de sair da festa quando ela ainda está cheia".

Criações de Valentino. Foto: Museu Virtual Valentino Garavani


Atualmente à frente da grife estão os estilistas Maria Grazia Chiuri e Pierpaolo Piccioli que assumiram desde a saída do estilista. Mais recentemente a grife lançou o Museu Virtual Valentino Garavani, onde estão disponibilizados para o público todo o acervo da marca. Com certeza, um grande presente para os admiradores da marca e estudantes de moda do mundo. O acesso às dependências virtuais do museu é feito através de um aplicativo instalado diretamente no seu computador, que você encontra aqui. Abaixo, um tour virtual pelas dependências do museu:



* Este texto foi compilado e adaptado para este blog a partir do texto encontrado no endereço http://mundodasmarcas.blogspot.com.br/2006/07/valentino-o-mago-da-moda.html