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quarta-feira, 23 de maio de 2012

1º Dia de Desfiles do Fashion Rio - Edição Verão 2012/2013 by Sejamos Chiques

Blue Man

Foto: Márcio Madeira/First View

Se depender da Blue Man, a primeira marca a colocar na passarela do Fashion Rio a sua coleção para a primavera-verão 2012/2013, a estação vai ter a cara dos saudosos anos 80. Decotes, recortes, cavas altíssimas e maiôs engana-mamãe com estampas vibrantes de fundo do mar em tons fluo foram os destaques da coleção que também contou com modelos mais tradicionais como os tops cortininha. Muito visto também foi o branco, que fez um bonito contraponto com tantas cores, e promete ser uma das tendências da estação. Sensualidade é palavra que melhor define a coleção da Blue Man.



Oh, Boy!


Foto: Charles Naseh



A Oh, Boy! levou para as passarelas do Fashion Rio uma coleção ultra romântica inspirada no boho da década de 70. Florais, rendas e babados foram presença constante nos vestidos longos de seda estampada e algodão. O xadrez vichy vermelho à la Brigitte Bardot e o ouro velho também foram vistos nos shorts curtíssimos e nas saias, combinando lindamente com batas e camisas levemente transparentes em chamois branco. Tudo muito “girlie” e charmoso.


Sacada

Foto: Agência Fotosite


Estreante no Fashion Rio, a grife Sacada propôs para o próximo verão uma coleção inspirada no oriente e repleta de referências ao Marrocos. As cores vibrantes marcaram presença, com predominância do laranja e do rosa na cartela de cores, que fizeram bonito ao lado dos brilhos dos paetês e das estampas imitando e homenageando os famosos mosaicos de Marrakesh. Destaque para as peças de patchwork jeans que insinua uma proposta de reciclagem e customização.


New Order


Foto: Agência Fotosite


A aposta da New Order para o verão 2012/2013 foi o clássico estilo navy, onde a possibilidade de erro é praticamente nula. Cores como azul marinho, branco, vermelho e dourado, que ao lado das listras, não podem faltar para compor os looks náuticos, foram vistos em todo o desfile. O destaque ficou com os detalhes e os acessórios, repletos de cordas, conchas, peixes, nós de marinheiro, alças de madeira e correntes douradas. Nada muito inovador, mas extremamente válido sempre.


Patachou

Foto: Agência Fotosite


Para a grife Patachou, o verão 2012/2013 será fluido, delicado e muito, muito leve. Inspirada nos jardins de Monet, a coleção esbanjou transparências, bordados elaborados em micropérolas e canutilhos, plissados e pregas. A cartela de cores predominantemente pastel com tons como nude, pêssego e verde-menta, ora era quebrada por tons escuros e intensos como o bordô e o berinjela, ao passo que a fluidez dos vestidos e saias também se contrapunham a rigidez da alfaiataria das bermudas e calças. Tudo muito interessante como é habitual nas coleções da marca.


Alessa

Foto: Agência Fotosite


Encerrando o primeiro dia de desfiles da temporada de primavera-verão 2012/2013 do Fashion Rio e comemorando 10 anos de existência, a grife Alessa apresentou uma coleção jovial repleta de shorts e saias, casaquetos e coletes formando simpáticos conjuntinhos coordenados. Destaque para as estampas florais e abstratas, ora em preto e branco, ora tão coloridas quanto o arco-íris, e para os oxfords que ganharam plataformas e recortes diferenciados.








domingo, 20 de maio de 2012

Saiba mais sobre Balenciaga: o verdadeiro costureiro



“Um costureiro deve ser um arquiteto no design, um escultor na forma, um pintor na cor, um músico na harmonia e um filósofo na medida”. Com esta frase o mestre da alta costura, Cristóbal Balenciaga definia a profissão em que reinou como um mito por muitos anos. Não por menos, a marca BALENCIAGA se transformou em um dos supra-sumos quando o assunto é moda de luxo.

Foto: Google Images


Nascido na pequena localidade de Getaria, na região basca da Espanha, em 1895, Cristóbal Balenciaga Eisaguirre era filho de um pescador e de uma costureira. Formou-se alfaiate e, em 1918, juntamente com Charlottee Lee, abriu seu primeiro ateliê na cidade de San Sebastian. Em seguida, inaugurou unidades em Madri e Barcelona, onde atendia a família real e membros da corte do país. 

Foto: Google Images


Quando a Guerra Civil Espanhola começou, em 1936, o estilista se viu obrigado a fechar suas lojas e fugir do país, passando por Londres antes de estabelecer-se na França, país em que faria fama com seu jeito reservado, de poucas entrevistas e pouco contato com a imprensa, sendo um perfeito oposto-complementar de seu contemporâneo Christian Dior. Mas foi na “cidade luz” que Balenciaga marcaria para sempre a história da moda. Em 1937, quando ele inaugurou, no número 10 da Avenida George V, a CASA BALENCIAGA, seu estúdio, a França era permeada por um forte tema: o nacionalismo.

Criações de Balenciaga 1947/1951. Foto: www.metmuseum.org


A alta costura tinha nomes de todos os cantos do mundo. Por isso Elsa Schiaparelli, a rival de Coco Chanel, era a italiana; Edward Molyneux, o irlandês; Robert Piguet, o suíço e Mainbocher, o norte-americano. Obviamente, não demorou muito para que Balenciaga ficasse conhecido como “o espanhol”. Não demorou muito para o estilista ser celebrado por todos os seus concorrentes como o ápice da perfeição na confecção. “A alta costura é como uma orquestra da qual apenas Balenciaga pode ser o maestro. Todo o resto de nós somos apenas músicos, seguindo as direções que ele nos dá”. A frase é de Christian Dior e demonstra como o espanhol era visto dentro do mundo da moda. Outra de suas concorrentes, Coco Chanel, disse certa vez que o espanhol era “um verdadeiro costureiro, ele sim, sabia cortar tecidos e costurá-los com perfeição”. Todos os outros, incluindo a si própria, eram apenas desenhistas”.

Criações de Balenciaga 1959/1964. Foto: www.metmuseum.org


O trabalho de Balenciaga tinha como referência a cultura e a história espanhola, Além do trabalho de artistas como os pintores Diego Velázquez e Francisco Zurbarán. As criações de Balenciaga combinavam essas influências com o que há de mais elaborado em corte e costura – era exímio e ambidestro no manejo das tesouras e das agulhas. O resultado foi um estilo único, caracterizado pela audácia de volumes, a pureza absoluta das linhas e o rigor arquitetônico.

Criações de Balenciaga 1966/1967. Foto: www.metmuseum.org


Entre as coleções mais famosas do estilista está a de 1946, inspirada nas touradas espanholas, com boleros e bordados. Foi também em 1946 que o estilista lançou seu primeiro perfume chamado “Le Dix”. Pouco depois, em 1948, o estilista inaugurou sua primeira boutique. Mas, foi somente a partir do período pós-guerra que BALENCIAGA se tornou um estilista original e reconhecido. Em 1951, ele transformou totalmente a silhueta feminina alargando os ombros e removendo a cintura de suas criações. Em 1955, desenhou o vestido de túnica, que, mais tarde, virou o vestido chemise. Em 1959, seu trabalho se tornou um verdadeiro império, com vestidos de cintura alta e casacos cortados como quimonos.

Primeiro perfume lançado pela grife. Foto: Google Images


A aposentadoria dele em 1968 e sua morte, no dia 24 de março de 1972, fizeram a grife BALENCIAGA cair no esquecimento por muitos anos. Só em 1997, com a contratação do francês Nicolas Ghesquière, é que a BALENCIAGA voltou a respirar o ar da alta costura e do topo do mundo da moda. 



Os ícones modernos da marca, copiados em todo o mundo: a bolsa classic e a sandália gladiadora. Foto: Google Images



Atualmente, entre as criações de sucesso da tradicional grife, estão as bolsas “classic”, de alças duplas, com zíper formando bolsos frontais ou diagonais e a placa de identificação de prata; as sandálias gladiador; os sapatos plataforma muito altos de alma fetichista ao extremo; além de casaquinhos e paletós de cintura marcada. A grife também foi responsável por criar e confeccionar os novos uniformes da companhia árabe de aviação Oman Air.

Uniformes Oman Air. Foto: sassybella







* Este texto foi compilado e adaptado para este blog a partir do texto encontrado no endereço http://www.mundodasmarcas.blogspot.com.br/2010/05/balenciaga.html





sábado, 19 de maio de 2012

O Que é: Alfaiataria


Como você já deve suspeitar, o termo "alfaiataria" vem de "alfaiate" e antigamente se referia ao local de trabalho desse profissional. Logo, uma peça de alfaiataria era uma peça produzida por um alfaiate, com modelagem e corte específicos para o corpo do cliente, ou seja, uma peça única e exclusiva.
Com o passar dos anos a exclusividade foi deixada um pouco de lado, e hoje se encontram "peças de alfaiataria" em inúmeras lojas de departamentos com numeração padronizada, o que alterou um pouco o significado da palavra. Atualmente o termo é empregado para designar a confecção de peças estruturadas e que exigem um caimento ajustado para se obter uma boa estética, como os ternos por exemplo.
Como principais características da alfaiataria estão o corte reto, os tecidos estruturados (NUNCA um vestidinho fluido será alfaiataria), o caimento impecável, as técnicas avançadas e regras de acabamento (em geral, invisíveis), as padronagens clássicas como a risca-de-giz e o xadrez, e detalhes como barra italiana, abotoamento duplo e bolso faca. Esses detalhes associados fazem da alfaiataria uma técnica onde o resultado é sempre refinado, elegante e um tanto quanto formal. Abaixo, alguns exemplos de peças de alfaiataria:


... Ternos



... Tailleurs



... Casacos



... Blazers e Bermudas



... Vestidos



... Calças



... e Camisas




Lembrando que a alfaiataria não é um ESTILO, mas sim, uma TÉCNICA.



Agora que você aprendeu mais essa, conte para o Sejamos Chiques: você gosta ou usa peças de alfaiataria? Deixe-nos o seu comentário.


quarta-feira, 16 de maio de 2012

Depois dos Peep Toes, agora é a vez dos Cap Toes


É como eu sempre digo: em moda, tudo o que é usado até a exaustão, cedo ou tarde acaba dando lugar para o seu oposto. Assim como as clutches tomaram o lugar das maxi bolsas que um dia dominaram os nossos looks, agora é a vez dos cap toes ficarem em evidência, ocupando o lugar que há uns bons anos vem sendo dos peep toes (não sabe o que é um peep toe? Aprenda aqui).

Foto: Google Images


Para você que ainda não sabe, cap toe é qualquer tipo de sapato que possui a ponteira de outra cor e de material diferente do resto do sapato. O modelo (acima) foi inventado por ninguém menos do que Coco Chanel na década de 50 e tinha como objetivo dar uma aparência menor aos pés e alongar as pernas, ilusão provocada pela tonalidade clara e a ponteira preta.
Atualmente os cap toes ganharam novas cores e novos materiais para deixar os seus looks ainda mais charmosos. Dá uma olhada abaixo em alguns modelos incriveis que o Sejamos Chiques selecionou para você:

Foto: Google Images


Há quem diga que com a volta dos cap toes, os peep toes cairão no esquecimento por um bom tempo, além de ser uma tendência forte para esse inverno. Mas, você, mulher chique que não se deixa levar por modismos, não precisa aposentar os seus modelos de peep toes. Tire proveito de ambos.

Foto: Google Images


Caso você queira aproveitar essa moda, dá até para fazer o seu próprio cap toe, facinho, em casa mesmo. Aqui você confere um tutorial que te ensina como fazer. As instruções são em inglês, mas as imagens são auto-explicativas. 



Conte para o Sejamos Chiques: você gosta dessa tendência? Deixe um comentário para a gente. Ahhh, tem promoção na nossa Fan Page do Facebook. Se eu fosse você não perderia...