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terça-feira, 12 de junho de 2012

1º Dia de Desfiles São Paulo Fashion Week by Sejamos Chiques



Animale


Foto: ffw.com.br


Abrindo a semana de moda paulista, a grife Animale apresentou uma bonita coleção repleta de transparências, recortes e fluidez que mesclou sensualidade com uma pegada mais esportiva. A coleção "Safári Noturno" também contou com estampas animal print e tons terrosos empregados de maneira diferente do esperado, inovação que deu mais graça à temática africana.


Alexandre Herchcovitch

Foto: Agência Fotosite


O estilista Alexandre Herchcovitch apostou na descontração dos anos 80 e no cantor Boy George para o próximo verão. No desfile apresentado no SPFW viu-se a mistura de cores e estampas, em especial o xadrez, compondo looks pra lá de chamativos. Entre as cores adotadas, o amarelo, o pink e o vermelho foram as mais vistas, colorindo tecidos vinílicos e outros mais básicos, como o cotton e a sarja.


Tufi Duek

Foto: Zé Takahashi / Fotosite

Inspirado no universo da botânica, o estilista Eduardo Pombal criou uma coleção suave e delicada balanceada por alguns detalhes esportivos cuidadosamente pontuados. Com peças diversas, o ponto forte da coleção de verão da marca foram os vestidos, com babados e recortes extravagantes em referência às flores. Na paleta de cores, os tons flúor de rosa e amarelo dominaram, ao lado do nude do preto e do verde.


FH por Fause Haten


Foto: Zé Takahashi / Fotosite



Com uma pegada meio disco, Fause Haten apostou em um verão mega colorido e sensual. Decotes, transparências,  fendas e recortes permearam vestidos com estampas geométricas bem chamativas e com cartela de cores variada ao extremo. Destaque para as capas de tafetá de seda e para os colares de miçanga com inspiração africana.



Triton

Foto: Agência Fotosite


Encerrando o primeiro dia de desfiles do SPFW, a Triton se inspirou no oriente para elaborar um verão urbano e sóbrio, mas nem por isso sem graça. Estampas gráficas e sobreposições de peças foram vistos em peças como macacões, vestidos, saias e blusas, que ora remetiam aos origamis, ora aos quimonos. Apesar das cores básicas, o verde, o roxo, o pink, o turquesa e o laranja marcaram presença nos detalhes de cetim das peças.




quinta-feira, 7 de junho de 2012

Romântico, Dramático e Chique: assim é o Estilo Vitoriano

Como ficou constatado nas semanas de moda nacionais e internacionais, uma das grandes tendências para este inverno é o romantismo associado à características que conferem maior feminilidade aos corpos femininos, além do toque retrô que há muito tem influenciado as coleções contemporâneas.
Considerando todas essas influências, o Sejamos Chiques chegou à conclusão que esse é o momento perfeito para lhes apresentar o estilo vitoriano, que apesar de não estar sob os holofotes, agrega todas as tendências acima e tem tudo para deixar o seu visual de inverno ainda mais interessante e (como você já deve ter adivinhado) chique.

Foto: Google Images


O estilo vitoriano surgiu na Inglaterra do século XIX, no reinado da Rainha Vitoria (por isso o nome) e até hoje é influenciado pelo modo de vestir da sua corte.

Foto: Google Images


Entre as principais características do estilo vitoriano estão os babados, as mangas bufantes e boca-de-sino, os laços, as rendas, os drapeados e os tecidos adamascados, tudo muito romântico, suntuoso e com aparência dramática.


Foto: Google Images


A mistura de preto e branco também é frequente nos looks em estilo vitoriano (acima), bem como o uso de camisas de manga longa, que podem ou não vir acompanhadas de corpetes ricamente trabalhados (abaixo).

Foto: Google Images

Foto: Google Images


Duas outras características marcantes do estilo são as golas altas e a ausência de decotes (acima), que apesar de totalmente fechados recebem detalhes como babados, laçarotes, rendas e botões (abaixo). 

Foto: Google Images


Abaixo, alguns exemplos de joias em estilo vitoriano. Colares, brincos, braceletes, anéis, camafeus e até grampos de cabelo bastante chamativos, em metais trabalhados com motivos orgânicos. Ao usar uma roupa em estilo vitoriano, opte por joias mais discretas. Já as joias em estilo vitoriano complementam bem os looks mais simples.


Foto: Google Images



O estilo vitoriano é um clássico da moda e independe de tendência para ser usado. Mas, como é um estilo muito elaborado e com muita informação é preciso um pouco de cuidado na hora de adotá-lo.



Como sempre nós queremos saber: você gosta do estilo vitoriano? Deixe sua opinião nos comentários para o Sejamos Chiques.



O Que é Alta-Costura?

Assim como o termo alfaiataria (ainda não sabe o que é? Saiba aqui), o termo alta-costura é bastante ouvido em conversas sobre moda, e em grande parte das vezes, de maneira equivocada e errônea. Para você que adora moda, mas ainda não sabe exatamente o que significa alta-costura, o Sejamos Chiques não te deixa na mão e esclarece tudinho para você não fazer feio na hora de trocar aquela ideia sobre moda. Aprendamos:

Alta-Costura é o termo empregado para se referir à criação de modelos exclusivos, em escala artesanal, que em geral, contam com bordados e demais detalhes exclusivos, podendo inclusive levar metais e pedras preciosas; detalhes esses que são os responsáveis pelos altíssimos valores que as caracterizam, tanto que registros comprovam que somente 800 mulheres em todo o mundo possuem em seus guarda-roupas, criações de alta-costura.

O termo alta-costura surgiu em 1858 para definir o trabalho executado pela Maison do inglês Charles Frederick Worth que produziu o primeiro desfile de moda conhecido, onde modelos foram usadas para apresentar as roupas, ao invés de cabides, como era habitual na época.

Atualmente, na França, o termo alta-costura (que lá é conhecido como "Haute Couture") é protegido judicialmente e só pode ser usado por estilistas e empresas que cumpram determinados padrões e exigências bem definidas pela Federação Francesa da Costura, do Prêt-à-porter, dos Costureiros e dos Criadores de Moda, ou seja, NEM TODA A MODA PRODUZIDA NO MUNDO É ALTA-COSTURA.

Para que uma marca possa pertencer a este seleto e glamoroso grupo existem quatro regrinhas básicas:

- a marca precisa produzir peças feitas sob encomenda para clientes particulares;
- o atelier precisa estar localizado em Paris com pelo menos 15 funcionários trabalhando em tempo integral;
- precisa possuir somente 20 técnicos e
- apresentar duas coleções por ano à imprensa de Paris com pelo menos 35 modelos para o dia ou para a noite.

Apesar da exigência de se localizar em Paris, à algumas Maisons estrangeiras também é permitido o uso do termo alta costura, conferindo as mesmas, o título de "membros correspondentes". E há ainda aquelas Maisons que mesmo não podendo fazer uso do termo, são convidadas para os desfiles de alta costura, o que por si só já é uma indício de poderem um dia fazer parte do grupo. Abaixo, a lista completa dos membros da Federação Francesa e dos membros correspondentes:


Adeline Andre 

Foto: Google Images


Anne-Valerie Hash

Foto: Google Images



Chanel

Foto: Google Images


Christian Dior

Foto: Google Images


Franck Sorbier

Foto: Google Images


Givenchy

Foto: Google Images


Gustavo Lins

Foto: Google Images


Jean-Paul Gaultier

Foto: Google Images


Maurizio Galante

Foto: Google Images


Stéphane Rolland

Foto: Google Images


Giambatista Valli

Foto: Google Images


Azzedine Alaïa

Foto: Google Images


Elie Saab

Foto: Google Images


Giorgio Armani

Foto: Google Images


Valentino

Foto: Google Images


Versace

Foto: Google Images



Essa lista é revista pela Federação todos os anos, podendo sofrer acréscimos e até exclusões. Mas, o fato é que alta-costura vai ser sempre sinônimo de luxo, exclusividade e extrema qualidade.



O Sejamos Chiques adora saber a sua opinião. O que você acha da Alta-Costura? Deixe um comentário para nós.





sexta-feira, 1 de junho de 2012

Saiba mais sobre Givenchy: A Realeza da Moda

Logotipo da Maison. Foto: Google Images


O estilista Hubert-James Marcel-Taffin Givenchy nasceu no dia 21 de fevereiro de 1927 na cidade francesa de Bauvais. Filho do marquês Lucien Taffin de Givenchy e de Béatrice de Givenchy, seu avô dirigia uma oficina de tapetes na cidade. Muito cedo ele já demonstrava seu interesse pela moda. Aos dez anos, ao visitar uma exposição de figurinos dos mais famosos estilistas franceses, ele se identificou imediatamente com o universo luxuoso da alta-costura, contrariando o sonho de seus pais, que queriam vê-lo advogado. Não houve tempo para o Direito. Aos 17 anos ele foi direto para a Escola de Belas Artes de Paris e trabalhou com grandes nomes da moda - foi assistente de Jacques Fath, Robert Piguet (em 1946), Lucien Lelong, ao lado de Pierre Balmain e Christian Dior, e, mais tarde, em 1949, braço direito de Elsa Schiaparelli. 

Monsieur Hubert de Givenchy na década de 80 segurando uma de suas fragrâncias. Foto: Google Images


Abriu sua própria maison em fevereiro de 1952, localizada no número 8 da rue Alfred de Vigny, na Monceau Plain, a oeste de Paris, e o reconhecimento foi quase imediato, fazendo soprar um vento de renovação, adaptado às novas exigências das elegantes em viagem, após anos de um monopólio quase absoluto de Dior e seu New Look. Muitas das criações de Givenchy eram feitas com tecido de camisaria.

Blusa Bettina. Foto: Google Images


Em sua primeira coleção apresentou a blusa Bettina, uma homenagem à modelo Bettina Graziani, nome da sua principal modelo e também relações públicas da marca, e que foi uma de suas criações de maior sucesso. A blusa tinha a gola larga e aberta, e mangas que terminavam em babados de bordado inglês. Com este sucesso, a fama de Givenchy se consolidou. Suas criações eram luxuosas e com estilo, com nítida influência do estilista espanhol Cristóbal Balenciaga, e Givenchy jamais negou que o trabalho de Balenciaga o inspirava. Balenciaga e Givenchy se conheceram em 1953 e foram amigos até a morte do estilista espanhol, em 1972. 

Criações de Givenchy da década de 50. Foto: Google Images


Foi também em 1953 que Hubert de Givenchy conheceu a sua musa inspiradora, a atriz Audrey Hepburn, e passou a criar modelos para seus filmes, como Sabrina (1954) e Cinderela em Paris (1957). O filme Sabrina ganhou o Oscar de melhor figurino, assinado por Edith Head - a designer mais requisitada de Hollywood na época -, a qual não deu o devido crédito a Givenchy pelo famoso vestido de baile, usado por Audrey Hepburn no filme. Em resposta, a atriz exigiu que, em seus próximos filmes todo seu guarda-roupa fosse todo feito pelo estilista francês. Mas a imagem mais inesquecível da atriz norte-americana é a do filme Bonequinha de luxo, de Blake Edwards (1961), com um vestido preto longo, piteira e colar de pérolas.

Audrey Hepburn em sua pose mais famosa vestindo Givenchy. Foto: Google Images


Durante os anos 50, ele criou vários modelos de vestidos “chemisier”, na forma saco, largos na parte superior e afunilando-se em direção à bainha. Também fez muito sucesso com a criação de peças independentes e coordenáveis - pois, até então, blusas e saias (ou calças) só podiam ser usadas como um conjunto - e com as suas famosas blusas de tecidos de camisas. Givenchy foi o primeiro estilista de alta-costura a apresentar uma coleção de prêt-à-porter feminino, além de ter investido muito na perfumaria, com uma série de fragrâncias  que se tornaram icônicas.

Fragrâncias clássicas da marca: Le De, L'Interdit e Gentlemen Givenchy. Foto: Google Images


Sete anos após a marca ter sido vendida para a Louis Vuitton, o estilista francês se despediu das passarelas em 11 de julho de 1995 com um desfile para poucos, sob os aplausos de toda sua equipe e dos mais importantes estilistas do mundo sentados na primeira fila. Após a saída de Monsieur Hubert, três jovens estilistas ingleses passaram pela marca: John Galliano, Alexander McQueen e Julien McDonald, sendo que atualmente é o italiano Riccardo Tisci quem mantém viva a tradição, o requinte e principalmente o prestígio dessa que é uma das maiores grifes da alta costura. 

De cima para baixo, da esquerda para a direita: John Galliano, Alexander McQueen, Julien McDonald e Riccardo Tisci. Foto: Google Images


Porque como dizia o próprio Givenchy, “Sucesso não é prestígio. O sucesso é passageiro, o prestígio é outro assunto. Ele persiste depois da gente. É preciso trabalhar para não ter trabalhado em vão”. 






* Este texto foi compilado e adaptado para este blog a partir do texto encontrado no endereço http://mundodasmarcas.blogspot.com.br/2006/07/givenchy-o-mestre-do-mundo-fashion.html